SUPER LISO SEM FORMOL – É POSSÍVEL!

Assim que surgiram, os alisamentos progressivos tornaram-se uma febre nos salões de beleza e muitas mulheres conquistaram os desejados fios mais lisos, sem conhecer os verdadeiros efeitos colaterais do uso do formol.

Hoje em dia, todos sabem que a substância é extremamente prejudicial à saúde e proibida pela legislação brasileira, mas ainda existem produtos à base desse ativo tóxico. Por isso, vamos responder as principais dúvidas sobre o formol e falar sobre alternativas completamente seguras para alcançar o super liso.

 

O QUE É FORMOL?

 

O formaldeído, também conhecido como metanal ou aldeído fórmico, é um gás incolor extremamente tóxico que evapora facilmente. Quando dissolvido e transformado em composto líquido, gera uma solução chamada formol, muito utilizada como conservante em produtos, substâncias e tecidos, pois impede a proliferação de bactérias e outros microorganismos. É isso mesmo que você leu, além de estar presente em cosméticos e produtos químicos, o formol é usado em laboratórios de anatomia para ajudar a preservar partes do corpo humano e cadáveres.

 

POR QUE É UTILIZADO EM ALISAMENTOS?

 

O formol é capaz de desnaturar as proteínas, fazendo com que elas percam a sua forma e função original, preservando-as em outro estado. Nos procedimentos de modelagem capilar progressiva, ele age para conservar o formato do fio de cabelo após a ação transformadora.

O córtex é a parte intermediária do fio e onde estão presentes todas as ligações químicas que definem o estilo natural do cabelo. Essas conexões são interrompidas por meio da ação de substâncias como a amônia, que quebram e refazem as ligações para moldar as mechas no formato liso. Após essa etapa, o formol cria uma impermeabilização da fibra capilar, impedindo que elas voltem ao seu formato original. Isso até faz com que o procedimento tenha resultados mais duradouros, no entanto, também é comprovadamente prejudicial à saúde e ao próprio cabelo, que deixa de absorver nutrientes para a sua recuperação.

 

QUAIS SÃO OS RISCOS À SAÚDE?

 

Os riscos do formol são mais graves quanto maior a concentração e a freqüência de aplicação. Ele é extremamente tóxico e considerado cancerígeno pela OMS (Organização Mundial de Saúde), pois aumenta as chances de aparecimento de câncer na boca, nas narinas, no pulmão, no sangue e na cabeça. A Anvisa também alerta para as seguintes reações ao uso:

  • Contato com a pele: causa irritação, com vermelhidão, dor e queimaduras.
  • Contato com os olhos: causa irritação, vermelhidão, dor, lacrimação e visão embaçada. Os danos são irreversíveis em altas concentrações.
  • Inalação: pode causar câncer no aparelho respiratório, além de dor de garganta, irritação do nariz, tosse, diminuição da freqüência respiratória, irritação e sensibilização do trato respiratório, podendo levar ainda ao edema pulmonar e pneumonia. É fatal em altas concentrações.
  • Exposição crônica: a frequente exposição pode causar hipersensibilidade. O contato repetido ou prolongado pode causar reação alérgica, debilitação da visão e aumento do fígado.

Ainda, em escovas progressivas, pode ocasionar a queda severa dos cabelos. É importante lembrar que o formol é igualmente perigoso para as clientes que estão fazendo o alisamento e para os profissionais que estão realizando o procedimento. Preste atenção ao cheiro do produto que está sendo utilizado, pois o formol possui um odor forte que causa lacrimação nos olhos, sendo facilmente identificável.

 

O USO É ILEGAL?
A Anvisa libera o uso do formol apenas como conservante em cosméticos e produtos de higiene oral, na concentração máxima de 0,2%, e como agente endurecedor de unhas na concentração máxima de 5%. Nesses casos, a substância já é adicionada durante o processo de fabricação industrial.

Todos os produtos registrados pelo órgão estão dentro desses limites máximos. Os alisantes apresentam doses muito mais elevadas de formol, com uma concentração de 37% ou acima, por isso são considerados ilegais. A aplicação de produtos não registrados em escovas progressivas é perigosa para todos os envolvidos, pois isso significa que a sua fórmula não foi avaliada e testada e os seus riscos não são conhecidos. Nas concentrações permitidas pela Anvisa, o formol não tem efeito alisante e só pode ser utilizado em cosméticos capilares como conservante e nada mais.
EXISTEM OPÇÕES DE ALISAMENTOS SEM FORMOL?
Sim! A legislação permite o uso de outras substâncias nos alisamentos capilares, como o tioglicolato de amônia, hidróxido de sódio, hidróxido de potássio, hidróxido de cálcio, hidróxido de lítio e o hidróxido de guanidina. Inclusive, já falamos aqui no blog sobre os procedimentos com tioglicolato de amônia, que são completamente seguros e apresentam ótimos resultados.

O Photon Hair UOM, por exemplo, combina esse princípio ativo com a emissão de raios ultravioleta, que intensificam o poder alisante do tratamento. É um sistema de transformação capilar por reação fotoquímica, controlado pelo aparelho Blue Photon, que garante o efeito liso permanente sem danificar os fios. Uma das principais vantagens é que pode ser realizado em cabelos loiros e mechados com oxidantes a partir de 30 volumes, permitindo que os profissionais de beleza atendam o pedido de clientes com diferentes tipos de fios.

A Tânagra também recomenda o tratamento Defrisante Super Liso para o uso profissional em alisamentos definitivos, que proporciona desde a diminuição do volume das ondas até um super liso. Essa linha estimula a reposição de nanomoléculas de queratina durante a ação redutora do defrisante, resultando em cabelos fortes e totalmente reestruturados ao final do processo. É ideal para cabelos naturais, tonalizados e coloridos com oxidantes até 20 volumes. A linha completa, com produtos para a aplicação do tratamento e para os cuidados pós química, está disponível na loja virtual.

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